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Caracterização,
Recuperação
e Planejamento
Ambiental
O projeto Córrego da
Cascata é uma proposta de mobilização e educação ambiental para envolver a
sociedade, principalmente a população ribeirinha, na gestão e planejamento
estratégico de recuperação e conservação ambiental da Microbacia Hidrográfica do
Córrego da Cascata. Esta proposta reproduz o modelo de gestão partilhada
desenvolvida com êxito no Ribeirão Tanquinho, pertencente à mesma bacia
hidrográfica do Córrego Cascata e que teve patrocínio da Petrobras, através do
Programa Petrobras Ambiental.
A Microbacia
Hidrográfica do Córrego da Cascata ocupa uma área de 485 ha com uma população de
aproximadamente 2.200 habitantes. O Córrego nasce no perímetro urbano de
Botucatu em áreas de médio adensamento urbano, percorrendo 11 Km entre
propriedades rurais de pequeno porte e 3 condomínios residenciais de alto
padrão. No seu terço final, adentra numa área que concentra a maior parte da
população da microbacia. Ao todo conta com 13 nascentes principais sendo que 7
estão localizadas na margem esquerda e 5 na margem direita.
A numeração destas
nascentes foi definida tomando como referência a distância de cada nascente em
relação à foz. As nascentes de 1 a 6 estão localizadas na área rururbana de
Rubião Júnior, distrito de Botucatu, numa área de baixo adensamento urbano, com
predomínio de pequenas propriedades rurais.

A conservação das
matas ciliares desta porção do Córrego varia de ausência total até a presença de
segmentos florestais importantes. O certo é que três delas necessitam de
restauração florestal. Estima-se que nessa região da microbacia existam
aproximadamente 100 casas e a maioria da população pertence à classe média
baixa, com escolaridade variável.
Após sair da zona
rural, corre paralelo à Rodovia Domingos Sartori em direção à Botucatu.
Apresenta uma
nascente na rotatória de acesso à Rubião Jr, à UNESP e à cidade, cuja vegetação
consiste exclusivamente de Taboa, indicando um processo de assoreamento. A
partir da rotatória, o Córrego atravessa 8 chácaras, cuja população pertence à
classe média alta, com escolaridade de nível superior. Este trecho apresenta boa
cobertura florestal, principalmente na margem esquerda por onde recebe mais um
afluente. Nesta localidade, as chácaras e Condomínios não são servidos pela rede
de esgoto, utilizando todo o tipo de fossas para o esgotamento de seus resíduos.
Já no condomínio Parque das Cascatas, o Córrego atravessa uma mata ciliar densa
e se abre em uma represa de 7.400 m². A simples observação da represa revela um
processo de assoreamento, cuja causa provável é o carreamento de partículas
proveniente da porção rural da microbacia e do sistema de captação de águas
pluviais da rodovia. Pouco mais abaixo, na margem direita do outro lado da
Rodovia, está estabelecido outro condomínio, denominado Terras Altas, onde
existe outra nascente que se abre em uma pequena represa com excelente status de
conservação da mata ciliar. Um terceiro residencial denominado Spazio Verde, se
consolidou na margem esquerda do Córrego. Assim como o Terras Altas, as casas
deste loteamento ainda não foram construídas, o que constitui um fator
importante para a preservação da qualidade ambiental ribeirinha se seus
proprietários tiverem a oportunidade de conhecer alternativas sustentáveis e
utilizá-las no planejamento de suas moradias. No Spazio Verde, existe uma
complexa rede de pequenas nascentes formando um emaranhado hídrico em bom estado
de preservação, porém, o corpo d’água necessita de restauração florestal. Após
atravessar a Rodovia Marechal Rondon, o córrego percorre uma área que abriga a
maior parte dos habitantes da microbacia, que residem num conjunto habitacional
composto por 12 prédios, que abrigam 384 apartamentos. Toda essa população é
beneficiada com serviços de coleta e afastamento de esgoto e coleta comum de
lixo. Nesta porção final, nota-se que o estado de conservação do Córrego da
Cascata mostra sinais de degradação.
Antes que a expansão
urbana deteriore a qualidade da Microbacia, é imprescindível buscar soluções
integradas, associadas a um processo contínuo de interação das entidades
governamentais e não governamentais.
Objetivo Geral
Promover a reversão dos processos de degradação e planejar ações estratégicas
integradas e participativas de manejo e gestão para a preservação da qualidade
ambiental deste córrego urbano, através de uma caracterização sócio-ambiental da
Microbacia Hidrográfica do Córrego da Cascata.
Objetivos
Específicos
1. Caracterizar o
meio social da microbacia e promover a educação ambiental.
2. Caracterizar os
meios físicos e bióticos da microbacia e promover um plano de
saneamento
ambiental.
3. Promover o
plantio de 6,4ha com 10.666 mudas de espécies nativas frutífera.
A principal linha do
projeto é o estímulo e participação da população da microbacia. A gestão
participativa do recurso hídrico resultará na construção do Plano de Saneamento
Ambiental da Microbacia Hidrográfica do Córrego da Cascata que é a pactuação dos
usos da microbacia entre o poder público, a iniciativa privada e as pessoas que
aqui moram e trabalham.
Parcerias
Instituições Parceiras:
1. S.O.S Cuesta de
Botucatu
Tipo de parceria: Financeira e técnica
Terceiro setor ONG
2.Secretaria
Municipal do Meio Ambiente
Tipo de parceria: Financeira, técnica, material
Natureza do Parceiro: Poder Público
3. Associação de
Moradores do Parque das Cascatas
Tipo de Parceria: Recursos Humanos
Natureza do Parceiro: Terceiro setor
4. Associação de
Moradores do Condomínio Spazio Verde
Tipo de Parceria: Recursos Humanos
Natureza do Parceiro: Terceiro setor
5. Sindicato dos
Engenheiros do Estado de São Paulo
Tipo de Parceria: Técnica
Natureza do Parceiro: Terceiro setor
6. SENAC – Serviço
Nacional de Aprendizagem Comercial
Tipo de Parceria: Técnica
Natureza do Parceiro: Terceiro setor
Equipe Técnica
Nelita Maria Corrêa
– Médica Veterinária – Coordenadora Geral do Projeto e
Coordenadora da
Caracterização Meio Social
Marcio Piedade
Vieira – Engº Agº – Coordenador Caracterização Meio Físico
Helton Carlos
Delicio - Biólogo – Coordenador Meio Biótico - Fauna
Letícia Esvícero –
Engª Florestal – Coordenadora Meio Biótico – Flora
Maria Rita Silva
Gilli Martins – Engª Florestal- Coordenadora da
Recuperação Ambiental
Mônica Hussni –
Socióloga - Coordenadora de Políticas Públicas
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